Janeiro…

O frio que queima
A maré que se afasta
Chega de falar sobre o amanhã
O passado já passou e tudo o que existe é hoje
Eu não posso esquecer o frio
Que caiu num dia de janeiro

As estações mudam pela chuva que lavou
Todos os sorrisos e as lágrimas
O que há entre e todas as esperanças e medos
Eu sinto que o frio de janeiro nunca deve desaparecer

Céu vazio, a amargura se desdobra
É difícil manter uma lembrança
Quando não há mais nada para segurar
Chuva chuva chuva
O deserto mata o que sobrou por dentro
É difícil viver quando tudo que você quer fazer é morrer

O livro esta acabado
Nenhuma página restou para virar
Nenhuma carta restou à escrever
Nada restou para quem possa interessar
Frio de janeiro deverá sempre viver

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