O poder de um olhar…

Sua voz doce e singela ainda ecoa nos meus ouvidos como uma doce melodia, olhando as estrelas me lembro do brilho dos seus olhos, capaz de ofuscar qualquer uma delas.

E assim me pego mais uma vez, volta a minha memória aquele dia 12, mais precisamente aquele salão. Você, como sempre, estava estonteantemente linda. Conversava com algumas pessoas, com uma luz favoravelmente iluminando sua meiga face, as vezes tocava timidamente seus cabelos loiros, consigo estava um grupo de pessoas, que perderá totalmente o meu interesse por um simples motivo: você.

Sua fala suave, gestos tímidos e um sorriso cativante chamaram minha atenção, e foi neste momento que seu olhar cruzou com o meu pela primeira vez.

Uns olhos verdes, hipnotizantes, capazes de me fazer ficar imóvel por alguns instantes e sentir aquela senção que percorreu todo o meu corpo enquanto os encarava procurando alguma palavra ou gesto amigável.

Equanto procurava alguma reação, você sorriu, um sorriso meio sem graça enquanto suas maçãs do rosto ficavam um pouco mais coradas. Naquele momento procurei alguém ao meu redor, sem acreditar que  aquele pequeno gesto fosse para mim.

No momento que percebi que não havia ninguém a não ser eu na direção você que você dirigia o olhar, fiquei vermelho, procurando demonstrar algum sinal de resposta que acabará sendo inibido por um enorme surto de timidez que momentâniamente se apoderou da minha razão.

Sentei em uma mesa, te admirando por um longo tempo sem despertar suspeita alguma. O tempo passou, acabei me embriagando e criando coragem para uma “apresentação” que acabou sendo sem sucesso.

Ouvi uma voz conhecida dizendo atraz de mim dizendo eu acho que vocês deviam conversar. Quando dei por mim vejo você vindo em minha direção, simplesmente me levando da cadeira sem conseguir parar de te adimirar.

Seus lábios delicados e de cor viva tocaram os meus, fazendo o coração disparar e minhas mãos então estremecerem.
A nossa respiração ofegante e as batidas aceleradas em meu peito regiam a única sinfonia que quebrava o silêncio daquele momento.

E tão logo quanto o dia virando noite, aquela realidade se tornou sonho. E eu acordei, desiludido dentro do meu próprio anseio por amor. Do meu próprio anseio por te amar.

 


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